na vastidão infinita do silêncio
sinto o toque indelével do choro da noite
nas cercanias de um epicentro em ferida.
flutuo no crepúsculo
no etéreo firmamento que me abraça
e mergulho novamente no vazio.
movo-me nas periferias do fim duma vida
no fundo dissimulado de um espelho
onde habita o meu reflexo.
Rui Amaral Mendes
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