Aqueles dois barcos em baixo.
Senhores do rio, tão tranquilos!
O rio plano, sem margens.
Com bordaduras de terra apenas.
Terra verdadeira... é isto!
A água atravessa-a, não a invade.
Dois barcos ali por acaso.
Sol posto.
Sobre a água barrenta e luminosa, que bem ficam
Aquelas duas velas torcidas, vermelhas, a meio...
Movem-se.
Mudam de lugar sem que notemos quase
Irene Lisboa
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